Olá!

No post de hoje, vamos analisar um pouco a obra literária de Agatha Christie VERSUS a versão cinematográfica de 2017, dirigida e estrelada por Kenneth Branagh.


Livro

ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE – Murder on the Orient Express – é um romance policial escrito por Agatha Christie – 1890 a 1976 – e protagonizado pelo detetive belga Hercule Poirot. Foi publicado pela primeira vez no Reino Unido em 1º de Janeiro de 1934.

No total, Agatha Christie escreveu setenta e dois romances, sendo sessenta e seis deles do gênero romance policial e inúmeros contos, reunidos em quatorze coletâneas.

Trata-se de um livro curto, escrito com riqueza de detalhes ao melhor estilo Christie. Nele somos apresentados aos personagens com destaque para suas características mais marcantes, e o detetive Poirot impressiona ao apresentar os fatos e desvendar o mistério do assassinato com destreza e de forma brilhante.

O livro foi meu primeiro contato com a escrita da autora, e como já sou fã de Connan Doyle, imaginei que ler sobre um detetive genial não poderia me desapontar. Somente após a leitura do romance comecei a pesquisar sobre a vida e obra de Christie, e pude apreciar com mais entendimento seu legado. No momento estou lendo O NATAL DE POIROT, mais uma das aventuras do detetive que confesso, se torna mais interessante a cada página.

A leitura se transformou, rapidamente, numa de minhas mais memoráveis experiências literárias, tamanha a qualidade da narrativa e da minha identificação para com os aspectos da trama. O mistério pendente que cresce em drama e expectativa a cada momento, o contexto histórico, as mordazes frases soltas de Poirot, tudo me encantou. Posso afirmar com facilidade que me tornei oficialmente, uma fã.

Filme

O que começa como um luxuoso passeio de trem pela Europa rapidamente se desdobra em um dos mistérios mais elegantes, tensos e emocionantes já contados. Do romance da autora mais vendida do mundo, Agatha Christie, “Assassinato no Expresso do Oriente” conta a história de treze estranhos presos em um trem, onde todos são suspeitos. Um homem deve correr contra o tempo para resolver o quebra-cabeça antes que o assassino ataque novamente. Kenneth Branagh dirige e lidera um elenco de estrelas incluindo Penelope Cruz, Willem Dafoe, Judi Dench, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley e Josh Gad.
Fonte: Google.

O longa, além de contar com elenco estrelado e direção magistral por parte do conceituado ator e diretor shakespeariano Kenneth Branagh, ganha pontos pela belíssima iluminação e fotografia, ambientação e direção de arte. É uma coisa linda de se ver.

As atuações, com exceção do próprio Branagh na pele do detetive Poirot, não levam grande destaque, dado que a falta de interação entre os personagens deixou a conexão emocional da audiência com os mesmos muito rasa e volúvel. Há pouca ou quase nenhuma conexão que justifique a satisfação do observador, ao compreender os motivos pelos quais cada um agiu da forma que agiu naquele trem, fato que não se repete no livro. A obra original permite que o leitor interaja um pouco mais profundamente com cada personagem, assim como com a tragédia que os une, o que nos permite sentir a empatia desejada, ainda que conflituosa (o que era exatamente a intenção de Christie).

Dito isso, é importante frisar que o filme fez um ótimo trabalho em traspor as páginas para a telona. Muitíssimas cenas são verdadeiras recriações, que conseguem permitir a quem assisti sentir-se em casa logo nos primeiros momentos, refrescando a memória literária com fartura.

Para quem não leu o livro, o filme tende a perder muito de seu apelo e brilho. A trama, da forma como foi desenvolvida, deixa pouco para a imaginação sobre as possíveis explicações para o mistério, e a falta de conexão com os personagens pode deixar o longa, em momentos, cansativo e até enfadonho.

De forma geral, trata-se de um combo vencedor. O livro, grande obra da literatura clássica policial que se consagrou, acompanhado dos visuais belos e poéticos do filme, montam uma linda experiência cultural e intelectual, que a meus olhos, não será alvo de arrependimento de ninguém, nunca.

Com amor, Ana Luiza.

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